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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

1 Capítulo - Você pode colocar um pouco de felicidade nesse rosto - A Nova Escola

“Lembre-se que se não passar não será o fim do mundo, Salete” Minha família estava louca de curiosidade e com uma pulga atrás da orelha duvidando se havia alguma possibilidade de uma garota da zona leste conseguir uma vaga tão concorrida assim. Fechei os olhos para me concentrar juntamente com o meu coração e falei: “Eu quero o melhor para todos!”. 

Antes que eu pensasse em apelar a voz da minha mãe que estava bem ao meu lado, entrou no que já estava quase parando e me acalmou.

“Coragem filha! Não pode se entregar para insegurança, senão não acontece!”
Eu já estava meio caminho andado, pois no site já tinha o link da lista dos aprovados, e o bolo de gente no meu quarto já estava me dando suador no pescoço, mas minha tia percebeu e disse.

“Pessoal! Será que podemos deixar esse momento só pra ela?”, ela disse, dando sua opinião no momento. Eu a adorava, pois era autêntica e firme.

“A tia Lúcia está certa”, minha mãe entrou com sua posição. “A Salete pode estar se sentindo sufocada e desesperada. Mas não porque vocês estão aqui”. E sorrindo para todos, com uma expressão meio nervosa, ela acrescentou: “Meu bem, você quer ficar só 
sem seus pais também?”

Subitamente, perdi o foco de todos no quarto e só estava notando a tela do computador. Sem me preocupar com o que estava acontecendo ao meu redor, levantei em direção à porta. Antes de fechar a porta com calma, falei que, necessitava de todos ali mesmo, então não queria que ninguém ficasse do lado de fora, pois coisa nenhuma ia amenizar o resultado!

Escutei só a respiração de todos ali, e também respirei fundo. Eu já me sentia um pouco melhor, totalmente fora daquela ansiedade absurda.

Sentei-me na cadeira e comecei mover o mouse me lembrando ainda da lista e como que meus tios e tias, primos iam reagir. Eu tinha convidado todos os familiares que moravam mais perto de casa para passar o domingo conosco, meu pai havia concordado, e o dia não podia ter sido triste. Como estava na hora da divulgação e se tratando de uma aprovação, só naquela hora que deu uma pequena confusão.

Ouvi uma batida no meu coração e fechei os olhos e apenas cliquei no link. Porém, dois segundos depois, escutei uma gritaria no quarto. Abri meu olho e lá estava. Provavelmente a gritaria foi de imediato porque meu nome era o terceiro da lista e não acreditei a lista estava em ordem de classificação. Lista dos aprovados

1-Anastácia Botelho 2-Benjamim Santiago 3-Salete Bernardes 4-Gabriel Viegas 5-Lucas D’ Ângelo 6-Lia Fernandes 7-Roberta Vargas 8-Murilo Carvalho 9-Abella Diniz 10-Edgar Vieira 11-Inácio kohls 12-Natacha Veiga 13-Sara ximenez 14-Núbia Soutto 15-George Gonçalves 16-Valquiria Soares

Fui pega por um grande abraço de todos que estavam no quarto. Por causa da euforia a Amélie entrou balançando o rabinho. Aposto que estava feliz também com o que estava acontecendo na minha vida. Peguei a minha empolgação e sai dando abraço apertado em cada pessoa que tornou o dia ainda mais feliz e nessas horas a ansiedade já estava no passado. Só alegria e mais nada.

“Palmas...”, disse minha mãe. “Todos nós estamos muito felizes... seus olhos já estavam marejados.”

Eu ouvi vários “É verdade” e “Você merece” só continuei agradecendo no meu interior particular.

“Agora você já tem seu destino traçado, não pode continuar mais nenhum minuto aqui!” Isso fez com que eu lembrasse que tinha mais alguma coisa pra ver no site. E com toda aquela bagunça consegui voltar pra cadeira.

“Você esqueceu de ver os conselhos, não é?, disse meu pai, colocando a mão no meu ombro.” “Leia com calma!”, vamos todos deixar que você fique sozinha ai, disse em voz alta.

Eles pareceram concordar, e saíram um por um.

Agora eu tinha um tempo só pra mim e ler com muita calma. Eu sabia que meus pais não estavam sofrendo mais com tanto nervosismo. A minha família não fazia questão alguma de esconder tanta felicidade, mas eu necessitava mesmo de espaço. Nós imaginamos que aquela casa não seria mais a mesma. Tudo o que eu mais queria era poder conhecer os novos colegas de classe, e chequei várias vezes a lista. Eu sabia que isso ia me deixar mais nervosa.

Eu não consegui pensar em mais nada, pois senti lágrimas inundarem meus olhos. Ok, aquilo era normal. Eu tinha uma facilidade pra chorar. Especialmente quando estava feliz ou triste ou na frente de outras pessoas. Eu tinha pânico de ficar guardando no meu interior. E parecia que naquele momento eu só sentia gratidão e mais nada.

No mesmo instante alguma coisa me tomou, um forte frio na barriga e tudo começou a se esclarecer. Acho que o entusiasmo não tinha me feito lembrar-se da parte mais difícil, mais lágrimas caíram dos meus olhos. Eu teria que ficar três anos sem meus pais. Assim como eu, tenho plena certeza que isso seja perturbador para todas as pessoas. E como se durassem dois segundos de um sentimento para outro eu já estava sentindo tristeza. Movi o mouse pela tela e cliquei nos conselhos.

Bem vindo à escola de artes

1.Usar o uniforme – Quando a gente trousse a nossa escola para o Brasil, queríamos um conceito novo. Não adiantava ser nada extravagante sendo o que nos diferencia não é a forma como nos vestimos e sim o método que ensinamos para vocês, caros alunos. O uniforme e composto por uma - Saia vermelha rodada com pregas na parte da frente, camisa social branca com o símbolo da nossa escola do lado esquerdo do corpo e sapatilha lisa sem nenhum detalhe específico sobre ela. A cor se quer saber é preta. E para os meninos é só tirar a saia e acrescentar uma calça jeans, e como não são bonequinhas, claro que não usaram sapatilhas e sim mocassim.

Continua...


Prólogo: A Nova Escola



23/09/2015

Esses dias a Anastácia e eu estávamos conversando pelo telefone sobre a ansiedade do primeiro dia de aula na nova escola. Eu estava na casa dela e ficamos até a alta madrugada conversando e rindo muito. Quem nunca, né? Sempre que estávamos a espera de uma coisa nova acontecer em nossas vidas, uma festa, um final de semana combinado com as amigas, uma futura prova de vestido para alguma festa de 15 anos ou até mesmo a prova do colégio e qualquer coisa que iá nos acontecer em breve sempre trazia um frio nas nossas barrigas. E o pior de tudo isso? É que esse frio tem o nome de ansiedade e na maioria das vezes é aguentar a ansiedade que existe dentro de nós. Aproveitar a nossa adolescência foi a maior aventura que conseguimos acatar com as nossas próprias mãos. Tudo começou exatamente três anos atrás... Mas para a minha memória, nem um dia se passou desde que tu começou a mudar na minha vida.


Era o dia tão esperado. Meus pais relutaram para que eu insistisse... Eles queriam que eu tivesse o privilégio de entrar na escola renomada de artes aqui em São Paulo, não só os dois, muita gente. Principalmente a minha família inteira, amigos dos meus pais, vizinhos e meus amigos também. Nessa escola não tem dinheiro desperdiçado. Por isso mesmo, por achar que educação não se compra que ambos queriam muito, e vai no fundo eu também queria muito viver uma nova aventura a cada dia.


“Mas você já foi escolhido por algum dom”, meus pais são artistas de bairro e filho de peixe peixinho é, por mais que soubessem que naquele dia tudo ia mudar eu tinha apenas ansiedade dentro de mim, e a hipótese de não passar era enorme. Quando se trata de vários talentos em um único lugar a tensão é enorme. Na ocasião não foi nada divertido ficar o dia inteiro esperando a lista sair no site do colégio. Praticamente o chão do meu quarto virou um grande buraco sem fim, de tanto que andava de um lado pro outro. Quero dizer na primeira página do meu novo diário que eu fui a menina mais feliz do mundo e não desprezando qualquer felicidade nada disso é que se não fosse a força que todos a minha volta me deram, nada disso seria verdade.


No começo o que eu pensava não se passava de que seria legal. Que nada de mais poderia acontecer. Que eu entraria naquela escola e voltaria três anos depois, cheia de ideias e histórias novas, que abasteceriam meus sonhos de seguir em frente e lutar por tudo o que ainda estava por vir...


Como eu estava enganada...


Sim , eu voltei três anos depois. Com as malas abarrotadas. Não de roupa e sim conhecimento. E com muita história. Mas, ao contrário do esperado, elas não eram mais de uma menina... E não também de uma mulher, tinha mais o que aprender ainda. Simplesmente porque, desde então, o que veio comigo foi a vontade de mudar o mundo. São Paulo, 23/09/2015, ás três horas da tarde.

domingo, 20 de setembro de 2015

Resenha: Cinderela pop - Paula Pimenta


Imagina ter sua vida acabada ao descobrir que seus pais se separaram por causa de uma bruxa qualquer ? Sim, isso mesmo, um conto de princesa, mais só que nos dias de hoje. A história se baseia no verdadeiro drama da Cinderela (que todos nós já conhecemos) mas como sempre, com um final feliz que sempre aguardamos no final.

Paula Pimenta reinventou a história original para os dias de hoje. A Cíntia protagonista do livro, como já te disse, tem sua vida mudada após ir morar com a sua tia, pelo fato de seus pais ter se separado "infidelidade".

Seu coração magoado pelo seu pai, por ter feito isso com sua mãe, tem a sua esperança bloqueada para o amor verdadeiro. Mais alguma coisa ai vai trazer a esperança novamente e claro que não posso contar pra ninguém hehehehehehe.



A menina então vai morar com sua tia Helena, que é desenhista, um amor e sempre fica ao lado de sua sobrinha. A tia inclusive arranja um emprego para a sobrinha como DJ, com certos limites. Em um de seus trabalhos a noite e na festa das “bruxinhas” de 15 anos, como Cíntia costuma chamar as filhas da madrasta, conhece um príncipe que trará cor para sua vida sem cor. Mas como em histórias de princesas, isso não vai ser nada fácil, ainda mais com uma madrasta como a da Cíntia.


Preciso avisar para vocês que esse livro é de uma série de novas releituras das histórias das princesas da Disney. O primeiro a ser lançado foi o da princesa adormecida - Bela adormecida. Então esse segundo da Paula é uma versão estendida do livro das princesas Quem quiser eu faço resenha do princesa adormecida aqui também!

Gente eu acho que é isso mesmo o que eu tinha pra dizer para vocês. Eu não quero continuar falando mais porque tenho medo de errar em alguma parte. Morro de medo da resenha sair muito maçante e confusa, mais deu pra entender alguma coisa, né?

Agradeço por ter visto até o final do post. Um grande beijo e até o próximo dia <3

Ps: Fica agora com a música do livro que você só vai saber, o significado dela se ler o livro também.


Cinderela Pop... Nem tive a chance de me despedir. Você realmente desapareceu às doze badaladas! (Fredy Prince)

- Cinderela Pop





segunda-feira, 16 de março de 2015

The Fault in Our Stars....



It's just another night
And I'm staring at the moon
Saw a shooting star and thought of you


Sang a lullaby by the water side and knew
If you were here, I'd sing to you


You're on the other side
As the skyline splits in two
Miles away froom seeing you











É infinitamente mais fácil descrever um amor que machuca. É até libertador colocar pra fora em forma de texto um sentimento que não faz bem. Quase como um falso decreto de que ainda temos o controle da situação ou ao menos a consciência de que aquilo é algo extremamente tóxico pra gente. Bem lá no fundo quem escreve sobre o que sente tem um pouco de medo da felicidade. A calmaria leva embora a inspiração, porque escrever sobre a paz quase sempre é deixar a folha ou tela em branco. É não precisar definir absolutamente nada. Sair de casa e esquecer a janela aberta pra poeira dançar ao ritmo do vento.

Bruna Vieira

Fotos: Victor Mateus












sexta-feira, 13 de março de 2015

Fotos: registrando o momento da leitura


Estamos no começo de março e esses dias mesmo nós estávamos ainda em janeiro. Uma das coisas que eu mais gosto de fazer quando um tenho tempo livre é fotografar. Não tenho aquele celular de primeira, mais eu me viro com os aplicativos de celular. Às vezes costumo buscar inspirações para tirar uma foto legal e ângulos e poses naturais sempre é bem-vindo, então nessas horas o que conta bastante para ganhar algumas curtidas é sem sombra de dúvidas a criatividade, naturalidade e/ou espontaneidade. Eu tenho uma câmera semi-profissional e as fotos saim lindas, mas confesso que não tenho paciência de ficar passando pro computador e dai passar novamente para um outro lugar que nesse caso, meu celular.  Dessa vez resolvi compartilhar algumas ideias para que você tenha ideias fluentes para que na hora da sua foto com o livro não falte entusiasmo. Vale tudo!




Gostou das dicas? Para ajudar tenta investir nos aplicativos ios/Android. Se achar que não é muito fotogênico experimenta colocar uma música de fundo para dar inspiração. Eu faço isso hehehe. Dá pra se divertir bastante e ainda sair bem na foto. Isso é o mais importante e também pratique seus melhores Ângulos.
Victor Mateus: livro © 2014 - Todos os Direitos reservados
Layout: Larissa de Souza. Volte sempre!