Mostrando postagens com marcador escrita. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escrita. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Prólogo: A Nova Escola
23/09/2015
Esses dias a Anastácia e eu estávamos conversando pelo telefone sobre a ansiedade do primeiro dia de aula na nova escola. Eu estava na casa dela e ficamos até a alta madrugada conversando e rindo muito. Quem nunca, né? Sempre que estávamos a espera de uma coisa nova acontecer em nossas vidas, uma festa, um final de semana combinado com as amigas, uma futura prova de vestido para alguma festa de 15 anos ou até mesmo a prova do colégio e qualquer coisa que iá nos acontecer em breve sempre trazia um frio nas nossas barrigas. E o pior de tudo isso? É que esse frio tem o nome de ansiedade e na maioria das vezes é aguentar a ansiedade que existe dentro de nós. Aproveitar a nossa adolescência foi a maior aventura que conseguimos acatar com as nossas próprias mãos. Tudo começou exatamente três anos atrás... Mas para a minha memória, nem um dia se passou desde que tu começou a mudar na minha vida.
Era o dia tão esperado. Meus pais relutaram para que eu insistisse... Eles queriam que eu tivesse o privilégio de entrar na escola renomada de artes aqui em São Paulo, não só os dois, muita gente. Principalmente a minha família inteira, amigos dos meus pais, vizinhos e meus amigos também. Nessa escola não tem dinheiro desperdiçado. Por isso mesmo, por achar que educação não se compra que ambos queriam muito, e vai no fundo eu também queria muito viver uma nova aventura a cada dia.
“Mas você já foi escolhido por algum dom”, meus pais são artistas de bairro e filho de peixe peixinho é, por mais que soubessem que naquele dia tudo ia mudar eu tinha apenas ansiedade dentro de mim, e a hipótese de não passar era enorme. Quando se trata de vários talentos em um único lugar a tensão é enorme. Na ocasião não foi nada divertido ficar o dia inteiro esperando a lista sair no site do colégio. Praticamente o chão do meu quarto virou um grande buraco sem fim, de tanto que andava de um lado pro outro. Quero dizer na primeira página do meu novo diário que eu fui a menina mais feliz do mundo e não desprezando qualquer felicidade nada disso é que se não fosse a força que todos a minha volta me deram, nada disso seria verdade.
No começo o que eu pensava não se passava de que seria legal. Que nada de mais poderia acontecer. Que eu entraria naquela escola e voltaria três anos depois, cheia de ideias e histórias novas, que abasteceriam meus sonhos de seguir em frente e lutar por tudo o que ainda estava por vir...
Como eu estava enganada...
Sim , eu voltei três anos depois. Com as malas abarrotadas. Não de roupa e sim conhecimento. E com muita história. Mas, ao contrário do esperado, elas não eram mais de uma menina... E não também de uma mulher, tinha mais o que aprender ainda. Simplesmente porque, desde então, o que veio comigo foi a vontade de mudar o mundo. São Paulo, 23/09/2015, ás três horas da tarde.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Por Maisa Rodrigues: escritores de gaveta e refúgios literários
Eu sou uma pessoa solitária, desde a infância, passando pela adolescência, até atualmente. E com solitária, confesso que fui uma criança de amigos imaginários, e uma jovem de quartos escuros e quietos, não essencialmente tristeza integral, mas uma garota de pensamentos restritos ao seus únicos confidentes: papel e caneta.
Eu sou uma escritora de gaveta, e para escrever esse texto tive curiosidade em remexer minhas escritas, e juro que ri em alguns, pensando no quão clichê e romântica foi a menina que escreveu alguns deles, e me auto questionei de quando eu matei e onde escondi o corpo da frágil garota e seus sonhos cor-de-rosa. E se foi realmente eu a autora daquelas palavras, o que o tempo fez comigo. Mas também viajei no tempo e senti afeto pela menina e seus textos. Sempre achei que a escrita nos revela desde a beleza por baixo da lingua afiada aos medos inconfessáveis. Nos textos sou nua e exposta, sem maquiagem ou filtro, só a versão ríspida e sincera de mim. O mundo paralelo dos livros me acolhe, e eu não posso evitar de pensar, equivocada e erroneamente, que de alguma maneira improvável, alguma parte de mim faz parte daquela obra, que as palavras do escritor são legendas perfeitas para o meu intimo, e que de algum jeito o autor roubou uma parte escondida de mim, e eu estou aberta a quem quiser ler, e aos poucos me torno o autor, o livro e o personagem, e aos poucos já não sou mais o esboço de mim, sou vida eternizada em tinta. Eu admito: Tenho dezoito anos e meu livro favorito foi escrito em 1.899. Literatura moderna não é meu forte, mesmo com sua linguagem ultrapassada, Dom Casmurro é meu preferido. Eu amo Harry Potter, a ponto de ter tatuado sobre isso na minha pele. E o ultimo livro que eu li foi a Trilogia Cinquenta Tons de Cinza, um livro erótico, que por sua vez, por ser recheado de sexo explicito e sadomasoquista, não significa que não se trata de outros temas como romance, drama e suspense, e em fevereiro eu vou ao cinema assistir a adaptação, ainda que as pessoas olhem o publico desse filme e pensem que são pervertidos. Meu amor por Dom Casmurro não me faz ultrapassada, mas alguém que aprecia clássicos que nunca envelhecem. Amar Harry Potter não me faz lunatica ou infantil, mas alguém que acredita num mundo diferente. E Cinquenta Tons de Cinza ser alguém que aprecia a dor, não sexual ou espiritual, mas carnal, uma pessoa que vive. Os livros nos transportam da rasa realidade às profundezas da originalidade da humanidade.
Victor obrigada pelo convite, sempre estou aberta à pedidos seus. Leitor que agora sabe coisas sobre meus hábitos de leitura, obrigada pelo tempo. ♡
Maisa Rodrigues, 18, estudante de Jornalismo, excêntrica e que fala demais com os dedos.
Assinar:
Postagens (Atom)

